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18/02/2017

Como o ambiente pode interferir nos nossos objetivos?






Como assim!?
 Somos influenciados pelo ambiente em que vivemos! Nosso grupo da família, da academia, do trabalho ou da escola pode ou não nos ajudar a alcançarmos nossos objetivos.
Então, busque pessoas que te ajudem a melhorar os hábitos alimentares!
Calma! Não estou dizendo para abandonar as outras pessoas. Talvez vocês estejam alinhados em outra área/ objetivo na vida como família, lazer e trabalho. Mas neste momento você precisa se aproximar das pessoas que tenham o mesmo objetivo. Tudo que você quer para seu futuro pode ser construído através das relações que você tem no seu dia a dia.
Cuidado quando estiver ao lado pessoas preguiçosas e negativas se você não quer isso pra sua vida! Não se deixe influenciar, porém incentive-os também a serem melhores!
Invista em pessoas que te motivem a ser melhor todos os dias!

Iális Morais
Nutrição Clínica e Emagrecimento
nutri.ialis@gmail.com

12/01/2017

Como perder peso em grupo?

Novidade!!
Se você quer emagrecer de forma saudável, mas esta cansado de desistir, cansado de seguir dietas e precisa de apoio e motivação!
Eu tenho um convite pra você: um grupo de emagrecimento para eliminar de 4 a 8 kg em 8 semanas- presencial.
Acompanhe a página do face ou o blog para saber mais informações e comente "eu" nos comentários que entrarei em contato.

01/03/2016

Como funcionam as calorias no nosso organismo?



Este vídeo mostra de maneira bem bacana algumas diferenças em relação as calorias dos alimentos.
Bem didático e simples, o pessoal da Autoridade Fitness conseguiu ilustrar como funciona as calorias no nosso organismo.

Assistam:


13/02/2016

Como identificar se o alimento é realmente orgânico?



       O produto para ser considerado orgânico, de forma geral,  deve ser produzido sem agrotóxicos ou qualquer outra substância química. Há uma cadeia de produção com várias etapas que devem ser cumpridas e assim o produtor pode receber o selo de produto orgânico do Brasil. Esta certificação confere que realmente o produto foi produzido obedecendo todas as regras para a garantia de um produto livre de substâncias químicas.

     Para alimentos de origem animal, para ser considerado orgânico os animais não podem ter estresse, a alimentação deles deve ser com grãos, sementes, cereais, verduras e legumes orgânicos, não podem usar luz artificial para aumentar a produtividade e o sacrifício destes animais não pode ser feito com sofrimento.

     Estes procedimentos garantem um tratamento menos agressivo aos animais e a preservação do meio ambiente (pois reduzem o risco de contaminação e erosão do solo e incentivam a biodiversidade).

Vantagens:

- se compararmos ao alimento comum, a concentração de nutrientes é muito maior podendo chegar até 20 vezes mais.
- livre de contaminações tóxicas;
- preservação do meio ambiente.


      Procure pelos selos de certificação e, caso não possua, siga as recomendações fornecidas pela Nota do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em resposta a reportagem do Fantástico sobre os "falsos orgânicos":

"Daí a importância de esclarecer aos consumidores sobre os cuidados que devem ter ao comprar esses produtos. Uma primeira atenção é a de observar se o produto orgânico, embalado, que está sendo ofertado no mercado, tem no rótulo o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. No caso da compra direta de agricultores familiares que comercializam sem certificação, o consumidor deve sempre solicitar, a eles, a apresentação do documento que comprova o seu cadastramento, como produtor orgânico habilitado para fazer a comercialização de seus produtos, emitido pelo MAPA e que deve estar presente no local de comercialização"

"Outro importante instrumento para ajudar a confirmar a identificação dos produtores orgânicos é o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos que pode ser acessado por qualquer pessoa no site do MAPA www.agricultura.gov.br/organicos. Basta ter o nome e o CPF ou CNPJ do produtor para poder fazer a busca e confirmar a situação do produtor."

O produto para ser considerado orgânico deve possuir no máximo 5% de ingredientes não orgânicos.



FONTE: MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Acesso em 13 de fevereiro de 2016.

16/05/2013

Leite contaminado no RS

Em busca de lucro fraudadores agiam no transporte contaminando o leite com ureia e formol — substância cancerígena. Após a coleta nas propriedades, os atravessadores faziam a adulteração antes de entregarem o leite nas indústrias. Chegavam a colocar água de poço para ganhar em volume e adicionavam ureia para evitar que a diluição fosse detectada nos testes.

Após a operação foram retirados lotes específicos de três marcas: Italac, Líder e Mu-mu. Uma quarta, Latvida, teve produção e venda totalmente proibida por falta de condições adequadas na indústria. Somados os lotes, cerca de 600 mil litros chegaram ao mercado desde junho de 2012.

As interceptações telefônicas do MP mostrariam que os envolvidos tinham ciência do risco à saúde. Em uma das conversas, um transportador orientava a separação de leite ainda não fraudado para seus filhos.

E a fiscalização??

Com uma legislação considerada por especialistas como de padrão internacional e tecnologia de ponta para aplicação de testes, a falta de fiscalização é apontada como o grande problema. Os testes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do Estado costumam ser feitos diretamente no produtor ou em postos de refrigeração, mas são mais frágeis quando precisam averiguar a qualidade do produto durante o transporte e na indústria. Os fabricantes, por sua vez, muitas vezes acabam falhando no controle em razão do elevado volume de produtos que recebem.



14/04/2013

Você sabia que a alimentação é regida por 4 leis?



Em 1937, um médico argentino (Pedro Escudero) elaborou um conjunto de regras com objetivo de orientar as pessoas em relação a alimentação saudável. As chamadas “Leis de Escudero”ou "Leis da Nutrição"continuam muito atuais e devem ser lembradas sempre!

1. Lei da Quantidade: a quantidade de alimentos deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e o manter em equilíbrio. O bom senso é fundamental para não haver excessos nem restrições na alimentação, pois podem prejudicar o organismo. Cada indivíduo necessita de quantidades específicas para manter suas funções orgânicas e atividades diárias.

2. Lei da Qualidade: a alimentação deve ser completa em sua composição, para oferecer ao organismo todas as substâncias que o integram. A variedade de alimentos fornece todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo. Quanto mais coloridas forem as refeições, mais diversidade de nutrientes você estará ingerindo. Os excessos devem ser evitados, priorizando sempre consumir a quantidade de calorias recomendada para você.

3. Lei da Harmonia: a quantidade dos diversos nutrientes que integram a alimentação deve guardar uma relação de proporção entre si. O nosso organismo aproveita corretamente os nutrientes quando estes se encontram em proporções adequadas. É preciso somar todos os alimentos de maneira que possa existir um equilíbrio entre eles para suprir as necessidades nutricionais

4. Lei da Adequação: depende das necessidades de cada indivíduo, considerando a sua condição fisiológica e a sua fase de vida.

     Resumindo, a alimentação deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e as particularidades de cada indivíduo.
     As leis são a base que todo nutricionista respeita quando estuda os hábitos alimentares de cada um a fim de melhor indicar-lhe uma dieta mais adequada ao seu caso, bem como orientações sobre como segui-la.



04/02/2013

Copa: restaurantes serão classificados.

Em um projeto que está sendo elaborado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se prevê classificar os restaurantes de acordo com as condições sanitárias (higiene, boas práticas...), como já acontece em outros países.




29/09/2012

Menos sódio nos alimentos processados




    Foi assinado mais um acordo para a redução de sódio em alimentos industrializados no Brasil. O documento prevê a redução de 8,7 mil toneladas em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais e faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Nos documentos anteriores, foram macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita/palha, biscoitos e maionese.

Entenda mais sobre o sal.

12/07/2012

Proibida a venda de suplementos com DMAA



A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação e a venda dos suplementos alimentares Jack3D, Oxy Elite Pro e Lipo-6 Black. Todos contem dimethylamylamine (DMAA), que pode causar graves danos à saúde das pessoas e, em alguns casos, até a morte. O DMAA é um estimulante usado principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e até mesmo como droga.

De acordo com alerta feito pela Anvisa, os ingredientes contidos nos suplementos não são seguros para o consumo como alimentos e podem conter substâncias com propriedades terapêuticas que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico. Os problemas à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em último caso, a morte.

19/04/2012

Carne gaúcha é diferente da carne avaliada na pesquisa de Harvard




Segundo pesquisadores da Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto de Cardiologia, a carne gaúcha é diferente devido a criação e sistema de engorde. Enquanto aqui no RS é tudo feito através do pasto, muito mais saudável do que o americano, lá o gado engorda em confinamento com grãos, soja, milho e trigo.



09/12/2011

Alimentos contaminados por agrotóxicos



 Conforme divulgado esta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos contaminados por agrotóxico, durante o ano de 2010.

05/10/2011

ANVISA libera SIBUTRAMINA e proíbe emagrecedores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça, a manutenção da sibutramina. As drogas anfetamínicas, usadas para inibir o apetite, anfepramona, mazindol e femproporex foram proibidas.

A proibição foi com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia desses medicamentos na perda de peso e riscos à segurança do paciente. Assim, os anfetamínicos, usados há mais de 30 anos no Brasil, estão proibidos de serem prescritos e fabricados no país. As farmácias e drogarias terão dois meses para retirá-los do comércio.

19/07/2011

Casca de ovo ??





"O pó da casca de ovo é usado como fonte de cálcio em multimisturas distribuídas no Brasil por organizações não-governamentais. O presente trabalho teve por objetivos fortificar, com o pó da casca de ovo, alimentos tradicionais, de baixo custo e de fácil preparo, e estimar a contribuição nutricional de porções desses alimentos para o aporte diário de cálcio. Foram elaboradas dez preparações de consumo habitual, que foram enriquecidas com o pó da casca de ovo (37,4% de cálcio) na proporção de 1 g do pó para 100 g de cereal ou farinha usada nos alimentos processados. Os alimentos fortificados apresentaram teores de cálcio entre 111,5 mg e 506,4 mg.100 g -1, significativamente mais elevados que o conteúdo das formulações originais sem fortificação. Porções médias das formulações fortificadas perfazem de 14 a 32% das referências nutricionais de cálcio para indivíduos adultos. Conclui-se que alimentos de consumo habitual fortificados com o pó da casca de ovo podem contribuir de forma significativa para a ingestão adequada de cálcio e prevenção de deficiência do nutriente, especialmente de osteoporose, em indivíduos de diferentes grupos etários e extratos sociais."                      Leia o artigo completo


Esta farinha é utilizada em multimisturas, como estratégia barata e emergencial por diversas entidades.

 "o valor nutritivo de qualquer alimento não pode ser estabelecido unicamente com base na quantidade (dosagem química) de seus nutrientes, uma vez que sua qualidade nutricional é determinada por uma série de fatores como: equilíbrio entre seus contribuintes, as interações entre os diversos compostos da dieta, o estado fisiológico do indivíduo, as condições de processamento e de armazenagem e a ocorrência de fatores anti-nutricionais"; 


O CFN (Conselho Federal de Nutricionistas) não recomenda sua prescrição -  entenda aqui!



26/11/2010

Diabesidade


 

A obesidade não causa só efeitos estéticos. Além de várias complicações pode levar a Diabetes tipo II. Assim, os obesos de hoje provavelmente serão os diabéticos de amanhã, como se não bastassem todos os outros problemas.


                    DIABESIDADE =  obesidade + diabetes.

A diabetes pode começar a afetar o organismo 10 anos antes de desconfiarmos de que há algo errado. Os portadores da Síndrome Metabólica (gordura abdominal, intolerância a glicose, hipertensão, colesterol e triglicérides elevados) também podem se tornar diabéticos.  

     Estudos mostram que quem come em excesso ou fuma pode aumentar o risco de obesidade na geração futura. Ou seja, estilo de vida e hábitos inadequados poderiam estimular a manifestação de genes que aumentam o risco de obesidade (assim como acontece na musculação). Mais um motivo que pode impulsionar o avanço da diabesidade no mundo, que pode causar danos irreversíveis como falência dos rins, hipertensão, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, amputações, impotência sexual e cegueira.


18/09/2010

Expectativa de vida

No século 20 tivemos o maior aumento na expectativa de vida.
O Brasil foi um dos recordistas, entre as décadas de 50 e 90. A expectativa de vida dos brasileiros aumentou de 20 anos, nesse período.
Nas primeiras décadas os fatores principais foram às evoluções não médicas, melhora na nutrição, no saneamento, na moradia... Após a década de 40 foi a evolução da medicina o principal responsável.
Os países desenvolvidos, aumentam os gastos em saúde mais do que o crescimento de suas economias. Como resultado, a expectativa de se atingir 65 anos de idade em um país desenvolvido, no inicio do século, era em torno de 40%.
Nos dias atuais mais do que dobrou, ( 81%). Este grande aumento no número de anos vividos irá continuar nas próximas décadas? Muito provavelmente, não.
O governo tem muitas obrigações. Com tantos gastos na assistência médica, sobra menos recursos do que os necessários para cumprir as outras atividades, também essenciais.
A própria saúde é prejudicada pelos seus altos custos. Os grandes gastos é uma das justificativas para que mais de 40 milhões de americanos não tenham direito a assistência médica, somente em casos de emergências.
As inovações na medicina, diferente de outras atividades, quase nunca produzem menores gastos. Na eletrônica, os televisores e celulares, estão cada vez melhores e mais baratos.
Alguns cientistas propõem que ao invés de investir em recursos, na tentativa de aumentar o numero de anos vividos, devemos investir na melhoria da qualidade de vida.
Investir em programas de prevenção para minimizarmos os efeitos da idade seria e é o caminho mais barato e melhor.


Faça um teste bem bacana:

http://www.blogger.com/www.minhavida.com.br/avaliacao/expectativadevida

Muito bom!

04/07/2010

A saúde dos brasileiros piorou...


Uma pesquisa realizada em 27 capitais revela obesidade, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool.

Nos últimos 4 anos, a renda do brasileiro cresceu, mas isso não trouxe mais saúde. O Brasil está mais gordo e sedentário; abusa mais de álcool e come cada vez menos feijão, frutas e hortaliças. Está mais sujeito à doenças como hipertensão e ao diabetes. Uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde desde 2006, com 54 mil moradores de todas as capitais mostrou tudo isso nos resultados colhidos em 2009.

"Os dados mais alarmantes são os índices de sobrepeso e obesidade", diz Deborah Carvalho Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde. Entre os entrevistados do sexo masculino, 51% têm excesso de peso (em 2006, eram 47%). Nas mulheres, o índice é de 42% (em 2006, era de 38%). O Brasil está caminhando rapidamente para a situação de países como os Estados Unidos, onde 60% da população tem sobrepeso. "Não acredito que vamos derrubar esses índices. Se conseguirmos estabilizá-los, já será uma vitória", diz Deborah. Entre as mulheres, ficou claro que o excesso de peso é mais comum entre as mais pobres. No estrato de menor escolaridade (zero a oito anos de estudo), 50% das mulheres têm sobrepeso. Na faixa mais culta (12 anos de estudo ou mais), o índice é de 31%. No sexo masculino, a situação é diferente: a barriga independe da escolaridade.

Nos últimos tempos o Brasil deixou para trás a desnutrição e "aderiu "ao sobrepeso" e a obesidade . Quando uma criança sofre de desnutrição ainda no útero da mãe ou nos primeiros anos de vida, é provável que se torne obesa no futuro.

Além disso, o aumento do peso da população também pode ser explicado pela expansão do acesso a alimentos baratos, engordativos e de baixo valor nutricional, Um bom termômetro do tempo que as pessoas passam cozinhando em casa é o consumo regular de feijão. Como o preparo é trabalhoso, baixo consumo de feijão é um indicador de maior consumo de fast-food. O brasileiro está comendo menos feijão (o consumo caiu de 71% em 2006 para 65% em 2009), um alimento rico em proteínas vegetais, ferro e outros nutrientes.

Entre as doenças provocadas pelos maus hábitos alimentares ou pela falta de exercícios, duas merecem especial atenção: hipertensão e diabetes. Entre os entrevistados, 24% disseram ter recebido diagnóstico de hipertensão (em 2006, eram 21%) e de diabetes 5,8% dos entrevistados (em 2006, eram 5,2%). Mas é difícil saber se essas doenças estão realmente se tornando mais frequentes ou se a população está tendo mais acesso ao diagnóstico.

O governo considera como abuso de álcool o consumo de mais de 5 doses ao dia em homens e 4 doses em mulheres. No sexo masculino, o consumo de álcool cresceu de 25,5% em 2006 para 28,8% em 2009. É bem mais do que os homens argentinos consomem (14,6%).

Para 63% dos entrevistados, a prioridade do governo deveria ser a saúde. As pessoas têm direito de reclamar do mau atendimento, mas talvez fossem mais úteis se, ao mesmo tempo, evitassem comportamentos que ajudam a adoecer. A pesquisa do Ministério da Saúde mostra que o povo brasileiro não está fazendo sua parte. O país cultiva maus hábitos. Viver os prazeres imediatos sem pensar nas consequências é um traço absolutamente humano e principalmente dos jovens.

O técnico de informática Daniel da Silva Freitas, de 30 anos, diz que come frutas, verduras e salada, mas não resiste a uma gordurosa e suculenta costela. Seu maior problema, porém, é o fast-food. Freitas come na praça de alimentaçãodo shopping sete vezes por semana e sua dieta usual inclui hambúrgueres. Tem 1,73 metro e está pesando 103 quilos. "Eu era magro até uns 23 anos e sempre comi de tudo. Depois, comecei a engordar", diz. Ele já tentou emagrecer na bicicleta e na esteira, mas desistiu da academia em menos de três meses. "Sei dos riscos de ser sedentário e comer mal. Eles passam pela minha cabeça, mas eu os espanto rápido", diz. "A gente nunca acha que vai acontecer com a gente."

Quando se trata da saúde, todos somos vítimas de nossas escolhas e da programação metabólica da infância, que produz repercussões ao longo da vida. "Em geral, crianças que praticam pouca ou nenhuma atividade física se tornam adultos com massa muscular atrofiada", diz a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. "Isso altera o metabolismo para a vida toda. É o que acontece com aquelas pessoas que engordam com facilidade mesmo sem comer muito."

Como boa parte das doenças decorre dos hábitos, não existe receita mágica que as elimine. A seguir, algumas medidas que podem fazer a diferença.

Coma mais frutas e verduras

Uma dieta equilibrada faz mais do que prevenir o acúmulo de gordura em nossas artérias que leva à hipertensão, ao infarto e a acidentes vasculares. Comer frutas e verduras fornece micronutrientes, como vitaminas e minerais, necessários para o funcionamento de nosso organismo.

Evite alimentos com alto teor de gordura

Além de provocar doenças cardiovasculares, hepáticas e renais, a gordura está associada ao declínio do raciocínio e da memória. Na Dinamarca, os pesquisadores constataram que pessoas que comiam no mínimo 100 gramas de frutas, verduras, grãos e cogumelos por dia tinham um desempenho melhor em testes do que os voluntários que não consumiam alimentos naturais.

Mexa-se

Praticar pelo menos 30 min de atividade física na maior parte dos dias aumenta a qualidade e a expectativa de vida. Melhora o sistema imune e reduz o estresse. Além disso, previne as cardiopatias, a obesidade, a hipertensão e a osteoporose.

Salve seu filho

A pesquisadora Raylene Reimer, da Universidade de Calgary, no Canadá, conseguiu estabelecer relação direta entre alimentação na infância e qualidade de vida na idade adulta em uma experiência com ratos em laboratório. A alimentação altamente proteica na infância aumenta a possibilidade de OBESIDADE no futuro. A pesquisadora afirma que a dieta da primeira infância pode ter um impacto duradouro na ativação de genes que controlam o metabolismo.

Vida saudável também é uma questão de educação. O empresário Fernando Nabuco começou a fazer atividade física quando era criança. Foi incentivado pelo pai, o remador Fernando Nabuco de Abreu, que representou o Brasil nas Olimpíadas de 1932. Nabuco, o filho, nunca mais parou. Chegou aos 66 anos com saúde e aparência invejáveis. Quando conversou com a reportagem de ÉPOCA, ele se preparava para pedalar 100 Km pelo interior de São Paulo no fim de semana. "Os meninos de 20 anos não conseguem me acompanhar", diz Nabuco. A dica de Nabuco para quem quer se manter em forma ao longo da vida é adequar a atividade física à carreira e às limitações impostas pela idade. O importante é não parar. Na década de 1980, quando era da presidência da Bolsa de Valores de São Paulo, Nabuco participou três vezes do Ironman, no Havaí, uma das provas mais duras do esporte. Ele acordava às 4h30 da manhã para treinar, nadava na hora do almoço e, no fim do dia, ainda corria. A maioria não pode imitar esse estilo de vida, mas pode repetir os cuidados que Nabuco tem com a alimentação. Ele só come carne vermelha uma vez a cada 15 dias. E evita a gordura para poder se deliciar com algumas frituras. "Adoro batata frita", diz. Bebidas alcoólicas, por exemplo, são permitidas apenas uma vez por semana.


Um estudo do Banco Mundial estima que, mantido o cenário atual, na próxima década o Brasil gastará US$ 34 bilhões só para remediar os problemas causados por hábitos inadequados, sem nenhum ganho em qualidade de vida.

Se a população não está fazendo sua parte, como está se saindo o governo? Falta investimento ou falta gestão na saúde brasileira? "Faltam as duas coisas", diz o economista sênior André Medici, do Banco Mundial, em Washington, responsável por fazer as análises do setor de saúde na América Latina. Ele explica que o investimento brasileiro em saúde (a soma dos gastos públicos e privados) é de cerca de 8% do PIB. É pouco para dar conta dos desafios que o país enfrenta. É preciso investir mais e melhor. "O gasto brasileiro por habitante é semelhante ao do Chile, mas a mortalidade infantil no Brasil é quase o dobro da chilena", diz Medici. "Ou seja: o dinheiro que o Brasil tem hoje para gastar em saúde poderia ser mais bem utilizado."

A saúde brasileira enfrenta 3 grandes problemas. O primeiro é conviver com doenças superadas pelos países ricos nos anos 60, como diarreia, tuberculose e hanseníase. O segundo é termos recursos comparáveis aos que as nações desenvolvidas gastavam nos anos 80, cerca de 8% do PIB. Mas a inflação na área da medicina aumentou tanto que hoje a França gasta 11% e os Estados Unidos 15%. O terceiro problema é a demanda pela medicina do século XXI, cujas drogas, tratamentos e exames sofisticados custam mais que o sistema de saúde brasileiro é capaz de pagar. Se o país continuar investindo 8% do PIB em saúde, isso será suficiente apenas para manter o padrão de atendimento à saúde de que dispomos hoje. Para melhorar a qualidade dos serviços e bancar novas tecnologias e drogas mais caras, será necessário gastar mais.

"Em 2020, é provável que o Brasil esteja investindo 11% do PIB em saúde, mas precisa começar a trabalhar hoje para reduzir o desperdício de recursos", diz o professor Marcos Bosi Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Do contrário, mesmo que aumente o investimento, o país vai jogar dinheiro no ralo." A pressão social por melhores serviços e a tentação de consumo de novas drogas e tecnologias só vão aumentar. E o envelhecimento dos brasileiros vai complicar ainda mais a situação. Os idosos com mais de 70 anos serão 17% da população em 2050. Hoje não chegam a 5%.




Fonte: Revista Época